Ao Longo desta semana vimos o desenrolar de uma situação com reféns que nesta sexta feira culminou em uma tragédia onde o criminoso saiu ileso e as vitimas feridas sendo que a vitima principal está em coma irreversível.
A mídia noticiou e acompanhou toda a situação. Nossos lares foram invadidos por uma situação onde o criminoso movido por sua imaturidade emocional somada a um momento de desequilíbrio tomou de assalto um apartamento e fez de reféns adolescentes.
O motivo: inconformação pelo fim de seu namoro com a menina Eloá. A principal refém.
O que se seguiu foi um espetáculo de horror psicológico que é a loteria de todo jornal da noite e plantão de jornal e acaba por se esquecer que há pessoas desesperadas na mira de um bandido inconseqüente, armado e disposto a tudo também assistindo.
Infelizmente, a inversão de valores se concretiza cada vez mais e faz com que os meios de comunicação que por dever devem ser formadores de opinião contribuam para o avanço da barbárie.
A mídia explora em casos como esse seu poder de chocar e parece ignorar seu papel de formar uma sociedade onde os pais eduquem seus filhos a respeitar a liberdade do próximo e a lidar de forma madura com suas frustrações. Infelizmente, O seqüestrador Lindemberg Silva não soube ou não possuía essa tão necessária maturidade humana para entender que um namoro acabar é algo natural e por conta disso partiu para a barbárie.
Pode parecer tolice, mas é importante debater não apenas a questão da violência na escola e na mídia. É urgente debater uma questão fundamental que é a família e quando falamos isso não é apenas a família como todo, mas também cada indivíduo que faz parte dela e a forma como este é educado e participa nela, pois isso se refletirá na sociedade somado ao que cada pessoa recebe de influência dos meios de comunicação de massa.
A jovem Eloá Pimentel foi vítima em todos os aspectos. De um namorado ciumento e imaturo na afetividade, de uma realidade social onde a família como base fundamental de uma sociedade pacífica, pois em algum ponto isso faltou ao seu assassino fora a possível tendência natural a violência que todos nós temos e que pode ou não ser potencializada pelo meio onde cada um esta inserido e pela falta de coordenação da polícia em efetuar uma ação de resgate eficaz.
Somos todos humanos. Somos responsáveis pelo bem e o mal que fazemos ao próximo e a nós mesmos em uma sociedade cada vez mais dominada pelo câncer do relativismo.
